18.11.06

Insuficiencia renal

A insuficiência renal é a falência do rim, é a impossibilidade de realizar suas funções de maneira satisfatória.

Classificação

A insuficiência renal é classificada em aguda e crônica. Aguda é quando esta insuficiência é instalada em horas ou no máximo poucos dias. Uma insuficiência renal aguda pode progredir para crônica ou melhorar, mas a insuficiência renal crônica pode ir se instalando aos poucos, piorando gradativamente o quadro renal, sem nunca ter passado pela forma aguda. A insuficiêmcia renal crônica é a considerada não reversível, restando no fim apenas a hemodiálise e transplante renal.

A insuficiência renal aguda é classificada em "Pré renal", "Renal" e "Pós renal". A insuficiência renal aguda pré renal é aquela que ocorre porque o sangue não chega com volume suficiente no rim. Isto pode ocorrer por choque não tratado adequadamente, ficando o rim muito tempo com baixo fluxo sanguíneo. O melhor tratamento nestes casos é geralmente a reposição de volume com soluções salinas. O tipo pós renal ocorre quando há uma obstrução na saída da urina, como uma sonda vesical mal posicionada, um cálculo renal obstruindo o ureter ou uma ligadura cirurgica do ureter. As causas renais são aquelas em que a doença está no próprio rim. As principais causas são:
  • Glomerulonefrites Crônicas
  • Pielonefrites crônicas(infecção do rim)
  • Nefropatias de origem genética como rins policísticos
  • Nefropatia causada pelo diabetes mellitus
  • Nefropatia causada por tocicidade medicamentosa
  • Nefropatia causadas por alterações na artéria renal
Aproximadamente 180 litros de sangue são filtrados e refiltrados pelos rins todos os dias. Em situações normais o rim produz cerca de 1,2 litro de urina por dia, podendo produzir mais caso haja ingesta de muito liquido e menos caso haja restrição hídrica.

Insonia

A insônia ou insónia caracteriza-se pela falta de sono ou por uma dificuldade prolongada para adormecer por vários dias. Muitas pessoas sofrem de insônia, porém não procuram ou não têm condições de realizar um tratamento médico adequado.

Conceito

Insônia é a dificuldade em iniciar ou manter o sono. Acompanha-se da sensação de sono não reparador notada na manhã seguinte. Como conseqüência, no dia seguinte apresenta fadiga, irritabilidade e agressividade (MORIN, 2006; ROSSINI, 2002; REIMÃO, 1996).

A duração da insônia varia, podendo ser desde a insônia de poucos dias de duração; até a insônia de longa duração por meses ou anos (insônia crônica).(MORIN, 2006; ROSSINI, 2002; REIMÃO, 1996)

Insônias transitórias

As insônias transitórias são as que duram poucas noites, são muito comuns, ubíquas. A maior parte das pessoas apresenta esta insônia em algum período de tensão, estresse, expectativa ou excitação.

Insônias de curta duração

As insônias de curta duração são as que duram de poucos dias até três semanas. Geralmente são causados por estresse grave ou persistente como preocupações com a saúde própria ou de familiares; luto ou perda substancial; problemas familiares, profissionais ou de relacionamento. A relação entre o estresse e a insônia é nítida (MENDELSON, 1993).

Insônias de longa duração

As insônias de longa duração ou crônicas são as que duram mais de três semanas. Podem ser relacionadas a estresse continuado, depressão, abuso de álcool ou drogas e hábitos inadequados para dormir, como o excesso de café (cafeína) (SOUZA, 2003).

Tratamento

O tratamento é bastante amplo, englobando desde a modificação dos hábitos inadequados para dormir até o tratamento da causa da insônia com medicamentos antidepressivos nos casos de depressão; e outros medicamentos; e psicoterapia em alguns casos. É necessário buscar a causa da insônia para cada um.

A Associação Paulista de Medicina (APM) promove desde 2003 em São Paulo, reuniões sobre Insônia, realizadas pelo Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono (Prof.R. Reimão) da Universidade de São Paulo.

Incontinencia urinaria

De forma geral a Incontinência Urinária (ou IU) ocorre quando, a pressão dentro da bexiga excede aquela que se verifica dentro da uretra ou seja há um aumento considerável da pressão para urinar dentro da bexiga, isso ocorre durante a fase de enchimento do ciclo de micção.

É definida como a perda involuntária de urina, provocando por vezes certo constragimento á pessoa.

A incontinência urinária também pode ser designada de Enurese. E ocorre com certa frequência á noite, principalmente entre os idosos.

Dia 14 de Março é considerado o Dia Mundial Da Incontinência Urinária.

Tipos

Existem vários tipos de IU. Os três mais comuns são:
  • Bexiga hiperativa, causada por contrações inadequadas do músculo detrusor durante a fase de armazenamento do ciclo miccional - Processo inical anterior ao ato de urinar;
  • Incontinência de esforço, relacionada com a disfunção do esfíncter uretral, ou seja um afrouxamento muscular do esfínceter;
  • Incontinência mista, que resulta da combinação destas duas situações.

Há outros tipos de IU que inclue:
  • Incontinência de sobrefluxo - Quando o excesso de urina normalmente retido na bexiga, sai involuntáriamente;
  • Gotejamento pós-miccional - Causado em parte por disfunção do esfínceter;
  • Incontinências diurna e noturna (enurese noturna), nas crianças - Ocorre com maior frequencia em crianças devido a um estado emocional de insegurança por exemplo ou inflamação da bexiga.

Inanicao

A morte por inanição, no caso da eutanásia, ocorre da seguinte forma:

1. Os médicos realizam um processo cirúrgico para remover um tubo subcutaneo que leva alimento para o estomago.

2. A produção de urina diminui enquanto o paciente vai eliminando secreções normais do corpo. A boca começa a parecer seca e os olhos perdem o brilho.

3. O emagrecimento começa a ser visível como causa de uma desnutrição aguda. Os batimentos cardíacos gradualmente caem e a pressão arterial diminui.

4. O cérebro começa a sentir a falta de glicose e de oxigênio. Inicia-se a morte dos neurônios.

5. O paciênte já nao reponde mais ao ambiente. Há marcas sérias de desidratação, como pele extremamente seca.

6. A função dos rins fica gravemente prejudicada e as toxinas se acumulam no organismo. Há falência da oxigenação dos musculos e vários sistemas começam a falhar por falta de nutrição

7. Com a falta de combustivel, o cérebro não consegue mais enviar as ordens de funcionamento para o resto do corpo. Ocorre a falência geral dos órgãos e a morte.

No famoso caso da eutanásia de Terri Schiavo, a morte ocorreu por inanição, 14 dias após a retirada de seu tubo de alimentação, em 31/03/2005. Foi um caso de Eutanásia que inflamou discuções mundiais sobre o assunto!

A inanição pode ser conseqüência nao só da eutanásia, como também da bulimia e da anorexia. O grande problema é quando a inanição é consequência da fome.

Hipertensão arterial

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, medida com esfigmomanômetro ("aparelho de pressão"), tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o etilismo, o stress e outras (veja causas de Hipertensão, mais abaixo). A sua incidência aumenta com a idade. No Brasil, estima-se que um em cada cinco habitantes seja portador dessa patologia.

O que é Hipertensão Arterial?

A hipertensão ocorre quando os níveis de pressão arterial encontram-se acima dos valores de referência para a população em geral.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) os valores admtidos são: 120x80mmHg, considerada ótima, sendo 130x85mmHg, considerada limítrofe. Pressão com valores forem superiores a 140x90mmHg, são consideradas Hipertensão, em estágios 1 (leve - 140x90mmHg e 159x99mmHg), 2 (moderada - 160x100mmHg e 179x109mmHg) e 3 (grave - acima de 180x110mmHg). (IV Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia)

Qualquer indivíduo pode apresentar pressão arterial acima de 140x90mmHg sem que seja considerado hipertenso. Apenas a manutenção de níveis permanentemente elevados, em múltiplas medições, em diferentes horários e posições e condições (repouso, sentado ou deitado) caracteriza a hipertensão arterial.

Esta situação aumenta o risco de problemas cardiovasculares futuros, como Infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular do tipo Cerebral Derrame Cerebral, por exemplo. A possibilidade destes problemas é log-linear, ou seja, cresce de maneira contínua em uma escala logarítmica.

Herpes-zoster (ou Zolster)

O Herpes-zóster (ou Zolster), também popularmente chamado de Cobreiro, é uma virose provocada por uma variante do herpesvírus que também causa a Varicela (ou catapora), de incidência rara e que provoca afecções na pele, de maior ou menor gravidade, em geral atingindo pessoas com baixa defesa imunológica, como idosos ou aidéticos.

Sintomatologia

Ao contrário da catapora, caracterizada pelo surgimento em todo o corpo das vesículas (bolhas), no Herpes-zóster esta em geral caracteriza-se pela incidência acompanhando um ramo nervoso, em apenas um dos lados do organismo - "cobreando-se", ou seja, ziguezagueando, daí a origem do nome popular "cobreiro" para este mal.

O primeiro sintoma é a sensação de dor no local, depois ocorre a eclosão das bolhas, deixando a pele avermelhada, além de indisposição.

Hernia

Hérnia é a protrusão de um órgão ou parte dele através de um orifício natural ou adquirido.

Alguns tipos de hérnias são bastante conhecidos, como as hérnias inguinais, e iniciaremos nossa explanação utilizando-as como exemplo. O portador de uma hérnia pode perceber que quando está deitado ou sem fazer força sua hérnia não aparece. Mas ao levantar um peso, tossir ou fazer qualquer outra tarefa que aumente a prensa abdominal a hérnia salta e dói. O que aconteceu? A cavidade abdominal é um grande espaço onde ficam os intestinos, o estômago, o fígado e outros órgãos. Eles não caem pelo chão por que toda a cavidade abdominal é cercada por aponeurose, músculos e pele, com algumas áreas fechadas por ossos. Mas quando, por qualquer motivo, ocorre um enfraquecimento desta parede, com a formação de um orifício na parte muscular e aponeurótica da parede, as estruturas que estão dentro do abdome tendem a deslizar para o orifício, criando uma protrusão visível ao portador, pois só a pele separa o intestino da parte exterior do abdôme. O tamanho do orifício (chamado de anel) é muito importante: caso o anel deste orifício seja largo o bastante para entrar e sair o intestino, por exemplo, ele causará desconforto ao paciente.

Mas caso o anel do orifício seja pequeno, corre-se o risco da alça intestinal entrar e não conseguir sair, trancando a circulação desta alça intestinal, chamada de estrangulamento. Ao sofrer um estrangulamento a alça intestinal não recebe sangue e oxigênio, sofrendo com a isquémia e necrosando. Com isso ocorre o apodrecimento deste intestino e sua perfuração, liberando seu conteúdo, cheio de bactérias, diretamente sobre uma área que não está preparada para se defender. Neste caso, se a hérnia não for rapidamente operada e a parte de intestino ressecada, o sujeito morre. Morre por infecção generalizada: a septicemia.

Tipos de hérnias

Basicamente, existem tantas possibilidades de hérnias quanto existem cavidades fechadas no corpo humano. Abaixo citamos os nomes dos tipos principais, por ordem de ocorrência:
  • Hérnia inguinal - (na virilha)
  • Hérnia umbilical
  • Hérnia epigástrica - (região do estômago)
  • Hérnia crural - (junto à coxa)
  • Hérnia incisional - (nas incisões cirúrgicas)
  • Hérnia do hiato esofágico - (porção do estômago vai para dentro do tórax, através de uma passagem naturalmente fechada do diafragma)
  • Hérnia muscular
  • Hérnia de Bochdaleck - (falha de fechamento do diafragma)
  • Hérnia de Petit - (principal queixa: percepção de um tumor de consistência firme no dorso, que pode estar acompanhada de sensação de ardência ou dor)
  • Hérnia de disco
  • Hérnia do uncus - (no crânio)

Hepatite E

É uma hepatite infecciosa aguda causada pelo vírus da hepatite E, que pode cursar de forma subclínica. Sua transmissão é do tipo fecal oral, através do contato com alimentos e água contaminados, e os sintoma iniciam em média 30 dias após o contágio. É mais comum após enchentes Não existe vacina para hepatite E. Os sintomas são de início súbito, com febre baixa, fadiga, mal estar, perda do apetite, sensação de desconforto no abdome, náuseas e vômitos. Pode ocorrer diarréia.

É considerada uma hepatite branda, apesar de risco aumentado para mulheres grávidas, principalmente no terceiro trimestre gestacional, que podem evoluir com hepatite fulminante. Não existe tratamento específico. O paciente deve receber medicamentos sintomáticos e repousar. Pode ser prevenida através de medidas de higiene, devendo ser evitado comprar alimentos e bebidas de vendedores ambulantes.

Hepatite D

Causada pelo agente Delta, só tem importância quando associada à hepatite B, pois a potencializa. Isoladamente parece não causar infecção.

Ver: Hepatite B

Hepatite C

A mais perigosa e temida das hepatites virais, sua transmissão é através de sangue, agulhas e materiais cortantes contaminados, com transmissão muito fácil e rápida. Pode ser adquirida através de transfusão sanguínea, tatuagens, uso de drogas, piercings, no dentista e em manicure. A grande maioria dos pacientes é assintomática no período agudo da doença, mas podem ser semelhantes aos das outras hepatites virais. Estima-se que 3 % da população mundial esteja contaminada, atingindo níveis dez vezes maiores no continente africano. A hepatite C é perigosa porque pode cronificar e provocar a cirrose hepática e o hepatocarcinoma, neoplasia maligna do fígado. A prevenção é feita não utilizando materiais cortantes ou agulhas que não estejam devidamente esterilizadas. Recomenda-se o uso de descartáveis de uso único, bem como material próprio em manicures. A esterilização destes materiais é possível, porém não há controle e as pessoas que ‘dizem’ que esterilizam não têm o preparo necessário para fazer uma esterilização real. Não existe vacina para a hepatite C e é considerada pela Organização Mundial da Saúde como o maior problema de saúde pública, é a maior causa de transplante hepático e transmite-se pelo sangue mais facilmente do que a AIDS.

O anti-HCV positivo detecta infecção atual ou pregressa. Pode ser necessário biópsia hepática para descartar malignidade e determinar o grau da doença. A detecção do ácido ribonucleico (RNA) do vírus caracteriza a presença do vírus no hospedeiro.

O interferon peguilado é usado no tratamento da fase aguda, sendo associado à ribavirina na fase crônica.

Aproximadamente metade dos pacientes tratados irão se curar. Possuem melhores resposta ao tratamento os pacientes com idade inferior a 40 anos, do sexo feminino, com genótipos 2 ou 3, que não apresentem cirrose e de peso inferior a 85 kilogramas.

Em Portugal o tratamento é gratuito, assim como no Brasil, pelo sistema público.

Hepatite B

Sua transmissão é através de sangue, agulhas e materiais cortantes contaminados, também com as tintas das tatuagens, bem como através da relação sexual. É considerada também uma doença sexualmente transmissível. Pode ser adquirida através de tatuagens, piercings, no dentista e até em sessões de depilação. Os sintomas são semelhantes aos das outras hepatites virais, mas a hepatite B pode cronificar e provocar a cirrose hepática.

A prevenção é feita utilizando preservativos nas relações sexuais e não utilizando materiais cortantes ou agulhas que não estejam devidamente esterilizadas. Recomenda-se o uso de descartáveis de uso único. Quanto mais cedo se adquire o vírus, maiores as chances de ter uma cirrose hepática. Existe vacina para hepatite B, que é dada em três doses intramusculares e deve ser repetida a cada 10 anos.

Hepatite A

É uma hepatite infecciosa aguda causada pelo vírus da hepatite A, que pode cursar de forma subclínica. Altamente contagiosa, sua transmissão é do tipo fecal oral, ou seja, ocorre contaminação directa de pessoa para pessoa ou através do contacto com alimentos e água contaminados, e os sintoma iniciam em média 30 dias após o contágio. É mais comum onde não há ou é precário o saneamento básico. A falta de higiene ajuda na disseminação do vírus. O uso na alimentação de moluscos e ostras de águas contaminadas com esgotos e fezes humanas contribui para a expansão da doença. Uma vez infectada a pessoa desenvolve imunidade permanente. Existe vacina segura para hepatite A.

A transmissão através de agulhas ou sangue é rara. Os sintomas são de início súbito, com febre baixa, fadiga, mal estar, perda do apetite, sensação de desconforto no abdome, náuseas e vômitos. Pode ocorrer diarréia. A icterícia é mais comum no adulto (60%) do que na criança (25%). A icterícia desaparece em torno de duas a quatro semanas. É considerada uma hepatite branda, pois não há relatos de cronificação e a mortalidade é baixa. Não existe tratamento específico. O paciente deve receber sintomáticos e tomar medidas de higiene para prevenir a transmissão para outras pessoas. Pode ser prevenida pela higiene e melhorias das condições sanitárias, bem como pela vacinação. É conhecida como a hepatite do viajante.

Hepatite

Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado. Existem várias causas de hepatite, sendo as mais conhecidas as causadas por vírus, mas podem ser também por intoxicações por álcool e outras substâncias e medicamentos tóxicos. Em comum, todas as hepatites têm algum grau de destruição das células hepáticas. A grande maioria das hepatites agudas são assintomáticas ou leva a sintomas incaracterísticos como febre, mal estar, desânimo e dores musculares. Hepatites mais severas podem levar a sintomas mais específicos, sendo o sinal mais chamativo a icterícia, conhecida popularmente no Brasil por “trisa” ou "amarelão" e que caracteriza-se pela coloração amarelo-dourada da pele e conjuntivas. Associado pode ocorrer urina cor de coca-cola (colúria) e fezes claras, tipo massa de vidraceiro (acolia fecal). Hepatites mais graves podem cursar com insuficiência hepática e culminar com a encefalopatia hepática e óbito. Hepatites crônicas (com duração superior a 6 meses), geralmente são assintomáticas e podem progredir para cirrose.

Gripe (ou Constipacao)

A Gripe é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus chamado Influenza. Apesar disso, a gripe continua a ser, para o comum dos cidadãos e também para muitos profissionais de saúde, uma doença que não levanta muitas preocupações,

Tal ideia é contrariada pela história da doença ao longo dos séculos e, actualmente, pelos dados epidemiológicos sobre a sua morbilidade e mortalidade. Em contrapartida, é também uma doença que pode ser prevenida.

O vírus Influenza é um vírus respiratório que foi descoberto no ano 1933.

A história primitiva da gripe parece remontar ao tempo de Hipócrates, no século V a.C.. Nos últimos quatrocentos anos, foram descritas, em vários países, epidemias de doença acompanhada de arrepios, febre, tosse, dores e suores, que seriam devidas a gripe. No passado acreditava-se que estes episódios, que dizimavam as populações, eram devidos à influência dos astros e, daí, a adopção do nome Influenza.

Como doença, é altamente contagiosa e durante as epidemias e pandemias (epidemias que atingem proporções mundiais), o vírus Influenza atinge uma elevada percentagem da população. Pensa-se ter existido trinta e duas pandemias, três das quais no século XX:

a primeira em 1918-1919 (gripe espanhola) causou vinte a quarenta milhões de mortes, com maior incidência na faixa etária entre os 20 e 40 anos;
a segunda em 1957-1958 (gripe asiática); e
a terceira em 1968-1969 (gripe de Hong Kong).
Nestas duas pandemias morreram mais de 1,5 milhões de pessoas e os custos económicos directos, a nível mundial, foram superiores a 32 biliões de dólares.

A doença evolui, na generalidade, de forma benigna, sem necessidade de grandes medidas terapêuticas.

No entanto, pode complicar-se e aparecer sob formas mais graves. A gravidade da infecção viral depende do grau de virulência e da quantidade dos vírus, da idade e do estado de saúde do indivíduo.

A prevenção da gripe é feita através de vacinação, devendo ser dirigida essencialmente aos grupos populacionais de alto risco, como no caso dos idosos, doentes portadores de doenças respiratórias e cardíacas crónicas, bem como profissionais de saúde que têm contacto com esses grupos.

Nos anos em que surgem surtos epidémicos, assiste-se a um excesso de número de doentes e por vezes de mortes por doenças respiratórias imputadas directamente à infecção gripal, com elevados custos sociais e na saúde, devido ao elevado grau de absentismo laboral e escolar.

Em função destas características e consciente da importância da gripe, a Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu um programa de vigilância mundial em 1947. Há mais de trinta anos que não ocorre uma pandemia, mas está-se ciente que só a prevenção e a vigilância a nível mundial poderá atenuar as suas consequências. Foi o que se observou no surto de gripe de 1998, ocorrido em Hong Kong, conhecido pela gripe das galinhas, que atingiu dezoito pessoas das quais seis faleceram, e que obrigou ao abate de milhares de aves de capoeira.

Os profissionais de saúde têm um papel muito importante no controlo desta doença, particularmente na época do Outono/Inverno no sentido de promover a vacinação essencialmente nos grupos de risco.

Gastrite

A gastrite é uma inflamação do epitélio estomacal muitas vezes, tem diferente significado para os leigos e para os médicos.

O público, freqüentemente, usa o termo gastrite como queixa, representando vários desconfortos relacionados com o aparelho digestivo.

O médico, após examinar o paciente e fazer os exames necessários, conclui que existe gastrite, inclusive, muitas vezes sem sintomas e outras vezes em que não existe significado clínico destacável.

As gastrites podem ser agudas ou crônicas.

O que se sente?

A maioria dos casos crônicos não apresenta sintomas.

Já na gastrite aguda, quando existem queixas, são muito variadas:

  • dor em queimação no abdômen
  • azia
  • perda do apetite
  • náuseas e vômitos
  • distensão epigástrica (região do estômago)
  • sensação de saciedade alimentar precoce, mesmo com a ingestão de pequenas porções de alimentos.
  • sangramento digestivo, nos casos complicados, demonstrado pela evacuação de fezes pretas (melena) e/ou vômitos com sangue (hematêmese).

Por deficiência de absorção de Vitamina B12 e ácido fólico, pode ocorrer anemia manifestada por:

  • fraqueza
  • ardência da língua (glossite)
  • irritação dos cantos dos lábios (comissurite)
  • diarréia
  • mais raramente, alterações neurológicas envolvendo memória, orientação e coerência, quadro clínico relacionado à gastrite atrófica.

Filariose (ou Elefantiase)

A Filariose (ou Elefantiase) é a doença causada pelos parasitas nematódes Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematódeo obstrui o vaso linfático o edema é irreversível, daí a importância da prevenção com mosquiteiros e repelentes, além de evitar o acúmulo de águas paradas em pneus velhos, latas, potes e outros.

Mais informações: Filariose.com

Fibrodisplasia ossificante progressiva

A Fibrodisplasia Ossificante Progressiva, ou simplesmente FOP, é uma doença genética rara, que se caracteriza pela formação de tecido ósseo no interior de músculos, tendões e ligamentos, causando assim, de forma progressiva, a imobilização do corpo.

Febre amarela

A Febre Amarela é uma doença infecciosa transmitida por MOSQUITOS contaminados por um flavivirus e ocorre na América Central, na América do Sul e na África. No Brasil, a febre amarela pode ser adquirida em áreas urbanas, silvestres e rurais. Ou seja, o indivíduo entra em regiões onde existam os mosquitos que picam uma pessoa infectada e em seguida picam outra que ainda não teve a doença, portanto não adquiriu defesas naturais.

Progressão e Sintomas


O período de incubação é de três a sete dias após a picada. Dissemina-se pelo sangue (virémia). Os sintomas iniciais são inespecíficos como febre, cansaço, mal-estar e dores de cabeça e musculares. Nauseas, vómitos e diarreia também surgem por vezes. Alguns individuos são assimptomáticos.

Mais tarde e após descida da febre, em 15% dos infectados, podem surgir sintomas mais graves, como novamente febre alta, diarreia de mau cheiro, convulsões e delírio, hemorragias internas e coagulação intravascular disseminada, com danos e enfartes em vários orgãos, que são potencialmente mortais. As hemorragias manifestam-se como sangramento do nariz e gengivas e equimoses (manchas azuis ou verdes de sangue coagulado na pele). Ocorre frequentemente também hepatite e por vezes choque mortal devido às hemorragias abundantes para cavidades internas do corpo. Há ainda hepatite grave com degeneração aguda do figado, provocando aumento da bilirrubina sanguinea e surgimento de icterícia (cor amarelada da pele, visível particularmente na conjunctiva, a parte branca dos olhos, e que é indicativa de problemas hepáticos). A cor amarelada que produz em casos avançados deu-lhe obviamente o nome. Podem ocorrer ainda hemorragias gastrointestinais com fezes negras (melenas e vómito negro de sangue digerido (ematemeses). A insuficiência renal com anúria (défice da produção de urina) e a insuficiência hepática são complicações não raras.

A mortalidade da febre amarela em epidemias de novas estirpes de virus pode subir até aos 50%, mas na maioria dos casos ocasionais é muito menor, apenas 5%.

Epilepsia

Epilepsia é uma alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível, que produz manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas (disritmia cerebral paroxística). Para ser considerada epilepsia, deve ser excluída a convulsão causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos, já que são classificadas diferentemente.

Causas

Existem várias causas para a epilepsia, pois muitos fatores podem lesar os neurônios (células nervosas) ou o modo como estes comunicam entre si. Os mais frequentes são: traumatismos cranianos, provocando cicatrizes cerebrais; traumatismos de parto; certas drogas ou tóxicos; interrupção do fluxo sanguíneo cerebral causado por acidente vascular cerebral ou problemas cardiovasculares; doenças infecciosas ou tumores.

Podem ser encontradas lesões no cérebro através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, mas normalmente tais lesões não são encontradas. O eletroencefalograma (EEG) pode ajudar, mas idealmente deve ser feito durante a crise. Existe uma discussão sobre a “personalidade epiléptica” no sistema legal, mas de um modo geral o epiléptico não deve ser considerado inimputável.

Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por "sintomática", quer dizer, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65 % dos casos não se consegue detectar nenhuma causa- é a chamada epilepsia "idiopática". Emprega-se o termo epilepsia "criptogénica" quando se suspeita da existência de uma causa mas não se consegue detectar a mesma.

Conquanto possa ser provocada por uma doença infecciosa, a epilepsia, ao invés de algumas crenças habituais, não é contagiosa, ninguém a pode contrair em contato com um epiléptico. Além disso, na maioria dos casos, não pode ser transmitida aos filhos: para que estes a possam herdar, a tendência para a doença já deve existir antes que uma pessoa sofra de epilepsia.

Alguns fatores podem desencadear crises epilépticas:
  • mudanças súbitas da intensidade luminosa ou luzes a piscar (algumas pessoas têm ataques quando vêem televisão, jogam no computador ou frequentam discotecas)
  • privação de sono
  • ingestão alcoólica
  • febre
  • ansiedade
  • cansaço
  • algumas drogas e medicamentos
  • Verminoses (como a neurocisticercose)

Esquistossomose ou Bilharziase

A Esquistossomose ou Bilharzíase é a doença crónica causada pelos parasitas multicelulares platelmintas do género Schistosoma. É a mais grave forma de parasitose por organismo multicelular, matando centenas de milhares de pessoas por ano.

Progressão e Sintomas

Reacção inicial à penetração de várias larvas na pele do braço. Por cada marca entrou uma larvaA fase de penetração é o nome dado a sintomas que podem ocorrer quando da penetração da cercária na pele, mas mais frequentemente é assintomática, excepto em individuos já infectados antes. Nestes casos é comum surgir eritema (vermelhidão), reação de sensibilidade com urticária (dermatite cercariana) e prurido ou pápulas na pele no local penetrado, que duram alguns dias.

O período de incubação, entre infecção e sintomas, é de dois meses. Na fase inicial ou aguda, a disseminação das larvas pelo sangue e a divisão nos pulmões e depois no fígado activa o sistema imunitário surgindo febre, mal estar, cefaléias (dores de cabeça), astenia (fraqueza), dor abdominal, diarréia sanguinolenta, dispnéia (falta de ar), hemoptise (tosse com sangue), artralgias, linfonodomegalia e esplenomegalia, um conjunto de sintomas conhecido por sindrome de Katayama. Nas análises sanguineas há eosinofilia (aumento dos eosinófilos, células do sistema imunitário anti-parasitas). A produção de anticorpo pode levar à formação de complexos que causam danos nos rins.Estes sintomas podem ceder espontaneamente ou podem nem sequer surgir, mas a doença silenciosa continua.

Os sintomas crónicos são quase todos devidos à produção de ovos imunogénicos. Estes são destrutivos por si mesmos, com o sseus espinhos e enzimas, mas é a inflamação com que o sistema imunitário lhes reage que causa os maiores danos. As formas adultas não são atacadas porque usam moléculas self do próprio hóspede para se camuflar.

Mais informações: Esquistossomose.com

7.11.06

Esofago de Barrett

Esôfago de Barrett é uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico.

Os sintomas de pacientes com esôfago de Barrett são, em geral, os mesmos dos pacientes com doença do refluxo gastroesofágica não-complicada. Pode ser identificado também em portadores de sintomas atípicos e dispépticos. O quadro clínico que mais sugere seu diagnóstico, segundo Cameron et al., é história de refluxo de longa duração e episódios de pirose (azia) noturna, em geral, acima de 5 anos.

É considerada uma lesão pré-maligna do esôfago, isto é, uma lesão com grande potencial para transformar-se em câncer / cancro. Estima-se que a incidência de adenocarcinoma no esôfago de Barrett varie de 1:146 pacientes/ano de seguimento, a 1:180, 1:184, a 1:222, conforme a fonte. O risco varia de 0,2 a 2,1% ano em pacientes sem displasia, o que representa incidência 30 a 125 vezes maior que a população em geral.

O diagnóstico é realizado por endoscopia digestiva alta. No exame pode ser notada lesão de "cor salmão" ou "cor vermelho-róseo", que será então biopsiada para confirmação histopatológica.

Caracteriza-se histologicamente por metaplasia intestinal, ou seja, a substituição do epitélio escamoso estratificado habitual do órgão por epitélio colunar do tipo intestinal, em qualquer extensão do órgão.

Sua presença não indica ressecção da lesão ou do órgão (esôfago) mas indica necessidade de acompanhamento médico. Pacientes com displasia de baixo grau devem ser acompanhados a cada 6 meses e com displasia (neoplasia intraepitelial) de alto grau ou carcinoma intramural devem ter o diagnóstico confirmado por outro patologista especialista, estando indicada a ressecção esofágica ou mucusectomia (limitada as lesões localizadas).

Esofagite

A esofagite consiste na inflamação da mucosa que recobre o interior do esôfago. Pode vir acompanhada de um estreitamento no interior do conduto (estenose esofágica).

O refluxo gastroesofágico é a causa mais comum de esofagite.

Esofagite cáustica

Severa esofagite causada pela ingestão acidental (crianças) ou com intuito suicida (adolescentes e adultos) de soda cáustica (hidróxido de sódio) - presente em desentupidores de pia e materiais de limpeza. Recentemente um aumento significativo tem ocorrido devido a ingestão de solução cáustica comercializada de maneira informal e acondicionada em frascos de refrigerantes velhos, induzindo as crianças a pensar que se trata de bebidas convencionais.

Estes pacientes sofrem a ação do agente causando grandes transtornos, variando de intensidade na decorrência da quantidade e da potência do agente, variando no número de orgãos acometidos (boca, faringe, laringe, esôfago e estômago). A extensão e a profundidade das lesões determinam a qualidade de vida futura, que pode ser muito baixa, sendo submetidos a vários procedimentos endoscópicos (dilatações) ou cirúrgicos, devido ao estreitamento do orgão e à cicatrização anômala do esôfago.

Escorbuto

O escorbuto é uma doença que tem como primeiros sintomas hemorragias nas gengivas, inchaço, dores nas articulações, feridas que não cicatrizam e pouca segurança na fixação dos dentes. É provocada por carências graves de vitamina C na dieta. Há mais de duzentos anos, já se sabia que alguns alimentos eram necessários para manter-nos saudáveis. Percebeu-se, por exemplo, que os marinheiros que ficavam muito tempo no mar acabavam doentes. Esses homens, que consumiam principalmente bolachas e carne de porco salgada, passavam longos períodos sem ingerir folhas ou frutas frescas. Por esse motivo eram atacados pelo escorbuto. Por volta de 1800, descobriu-se que esse mal poderia ser evitado se fossem acrescentados a sua dieta suco de limão e repolho azedo. Muito mais tarde, verificou-se que esses alimentos contêm grande quantidade de vitamina C e que a ingestão diária de pequenas doses dessa vitamina evita o escorbuto.

A vitamina C é importantíssima para o corpo porque ela é um cofator da enzima prolil-hidrolixase, que faz a hidroxilação do aminoácido prolina nas cadeias alfa de colágeno. Essa hidroxilação é tão importante porque aumenta o número de pontes de hidrogênio na molécula e dá maior rigidez ao colágeno, que é a principal proteína estrutural do corpo.

Tratamento

O tratamento baseia-se na ingestão de frutas, legumes e vegetais frescos e na administração de vitamina C.

Incontinencia urinaria (ou IU)

De forma geral a incontinência urinária (ou IU) ocorre quando, a pressão dentro da bexiga excede aquela que se verifica dentro da uretra ou seja há um aumento considerável da pressão para urinar dentro da bexiga, isso ocorre durante a fase de enchimento do ciclo de micção.

É definida como a perda involuntária de urina, provocando por vezes certo constragimento á pessoa.

A incontinência urinária também pode ser designada de Enurese. E ocorre com certa frequência á noite, principalmente entre os idosos.

Dia 14 de Março é considerado o Dia Mundial Da Incontinência Urinária.

Tipos

Existem vários tipos de IU. Os três mais comuns são:

  • Bexiga hiperativa, causada por contrações inadequadas do músculo detrusor durante a fase de armazenamento do ciclo miccional - Processo inical anterior ao ato de urinar;
  • Incontinência de esforço, relacionada com a disfunção do esfíncter uretral, ou seja um afrouxamento muscular do esfínceter;
  • Incontinência mista, que resulta da combinação destas duas situações.

Há outros tipos de IU que inclue:
  • Incontinência de sobrefluxo - Quando o excesso de urina normalmente retido na bexiga, sai involuntáriamente;
  • Gotejamento pós-miccional - Causado em parte por disfunção do esfínceter;
  • Incontinências diurna e noturna (enurese noturna), nas crianças - Ocorre com maior frequencia em crianças devido a um estado emocional de insegurança por exemplo ou inflamação da bexiga.


Incidência

A incidência é variada, em ambos os sexos e idade, porem o fa(c)to de ocorrer com maior incidencia em pessoas idosas, não significa em ser essa uma doença de idoso, pois tambem ocorre muito frequentemente em crianças.

Tratamento

Consiste numa assistência médica por parte de um urologista, que diagnosticará a doença e aplicará a forma de tratamento mais adequada. Podendo em alguns casos haver a necessidade de intervenção de um Psicólogo ou Psicanalista.

Doenca de Creutzfeldt-Jakob

A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma desordem cerebral caracterizada por perda de memória, tremores, desordem na marcha, postura rígida e ataques epilépticos devida à uma rápida perda de células cerebrais causada por uma proteína transmissível chamada príon. A doença incide em todas as populações humanas com um incidência típica da doença de 1 caso para 1.000.000 de habitantes por ano. Normalmente aparece na meia-idade com o início médio da doença ocorrendo na idade de 50 anos.

A Nova Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (nCJD)

Em 1996 pesquisadores e o governo britânico reconehceram a existência de um novo tipo de CJD. Ela foi chamada de Nova Variante da doença de Creutzfeldt-Jakob. Distingue-se da forma clássica porque atinge pacientes muito mais jovens, normalmente em torno de 20 anos e pela ocorrência, no início da síndrome, de sintomas sensoriais e psiquiátricos.

Os pesquisadores decobriram que esta forma da doença é causada pela trnasmissão de príons adquiridos através do consumo de carne e vísceras bovinas provenientes de animais afetados pela Encefalopatia Espongiforme Bovina, vulgarmente conhecida como doença da vaca louca. Mais de 95% de casos da vDCJ foram identificados no Reino Unido, país em que se iniciou a epidemia de EEB.

Doenca celiaca

A doença celíaca é uma enteropatia que afeta o intestino delgado em adultos e crianças geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de alimentos que contém glúten. É muito comum, ocorrendo em uma a cada 100 a 300 pessoas, mas como na maioria dos portadores causa sintomas mínimos ou ausentes, geralmente não é diagnosticada. Ocorre mais comumente em mulheres, na proporção de 2:1 e é mais comum em parentes de primeiro grau de portadores.

Sintomas Típicos

Em adultos:
  • diarréia crônica
  • perda de peso
  • anemia
  • distensão abdominal
  • adinamia e fraqueza
Em crianças:
  • retardo no desenvolvimento, baixa estatura, perda de peso
  • vômitos
  • diarréia
  • dor abdominal recorrente
  • desnutrição proteico-calórica
Em ambos:
  • anemia por deficiência de ferro
  • neuropatia periférica

Doenca de Chagas (Mal de Chagas ou Chaguismo)

A Doença de Chagas (Mal de Chagas ou Chaguismo), também chamada Tripanossomíase Americana, é uma infecção causada pelo protista cinetoplástida flagelado Trypanosoma cruzi, e transmitida por insetos, conhecidos no Brasil como barbeiros (da familia dos Reduvideos (Reduviidae), pertencentes aos gêneros Triatoma, Rhodnius e Panstrongylus.

Manifestações clínicas

A doença tem uma fase aguda, de curta duração, que em alguns doentes progride para uma fase crônica.

A fase aguda é geralmente assintomática, e tem uma incubação de uma semana a um mês após a picada. No local da picada pode-se desenvolver uma lesão volumosa, o chagoma, local eritematosa (vermelha) e edematosa (inchada). Se a picada for perto do olho é frequente a conjuctivite com edema da pálpebra, também conhecido por sinal de Romaña. Outros sintomas possiveis são febre, linfadenopatia, anorexia, hepatoesplenomegalia,miocardite brandas e mais raramente também meningoencefalite. Entre 20 a 60% dos casos agudos se transformam, em 2 a 3 meses, em portadores com parasitas sanguineos continuamente, curando-se os restantes. No entanto em todos os casos param os sintomas após cerca de dois meses. Muitos mas não todos os portadores do parasita desenvolvem sintomas devido à doença crónica.

O caso crônico permanece assimptomático durante dez a vinte anos. No entanto neste período de bem-estar geral, o parasita está a reproduzir-se continuamente em baixos números, causando danos irreversiveis em orgãos como o sistema nervoso e o coração. O fígado também é afectado mas como é capaz de regeneração os problemas são raros. O resultado é apenas aparente após uma ou duas décadas de progressão, com aparecimento gradual de demência (3% dos casos iniciais), cardiomiopatia (em 30% dos casos), ou dilatação do trato digestivo (megaesófago ou megacólon(6%), devido à destruição da inervação e das células musculares destes orgãos, responsável pelo seu tónus muscular. No cérebro há frequentemente formação de granulomas. Neste estágio a doença é frequentemente fatal, mesmo com tratamento, geralmente devido à cardiomiopatia (insuficiência cardiaca). No entanto o tratamento pode aumentar a esperança e qualidade de vida (ver mais abaixo secção sobre tratamento).

Há ainda infrequentemente casos de morte súbita, quer em doentes agudos quer em crónicos, devido à destruição pelo parasita do sistema condutor dos batimentos no coração ou danos cerebrais em áreas críticas.

Diarreia

A diarreia (diarréia na ortografia do Brasil) consiste no aumento do número de evacuações (fezes não necessariamente líquidas) e/ou a presença de fezes amolecidas ou até líquidas nas evacuações. Normalmente não são graves e prolongam-se pelo máximo de sete dias.

A diarreia é classificada em Aguda, quando dura até 4 semanas e Crônica, quando leva mais tempo do que isso para melhorar. Esta classificação tem importância por que o tratamento e a investigação de cada um dos tipos é diferente.

Sintomas

Uma diarreia pode conduzir à ocorrência de desidratação, que consiste na perda acentuada de água e sais minerais do corpo. Esta pode ser identificada a partir dos seguintes sintomas:
  • Olhos encovados
  • Pele seca
  • Boca seca
  • Fralda seca por mais de três horas
  • Criança sem urinar por mais de seis horas
  • Fraqueza e choro fraco
  • Irritabilidade e indisposição para

Diabetes insipidus

A Diabetes insipidus (DI) é uma doença caracterizada pela excreção de grandes quantidades de urina muito diluída. Esta diluição não diminui quando a ingestão de líquidos é reduzida. Isto denota a incapacidade renal de concentrar a urina. A DI é ocasionada pela deficiência do hormônio antidiurético ou pela insensibilidade dos rins a este hormônio.

Sinais e sintomas
A diurése excessiva e a sede intensa (especialmente para água gelada) são típicos da DI. Os sintomas da diabetes insípidus são bem similares aos da diabetes mellitus, com a distinção de que não ocorre a glicosúria (urina doce) e não há hiperglicemia (glicose do sangue elevada). Problemas de visão são raros.

O excesso de diurese continua dia e noite. Em crianças, a DI pode interferir no apetite, no ganho de peso e no crescimento. Ela pode levar à febre, vômitos ou diarréia. Adultos com uma DI sem tratamento permanecem saudáveis por décadas desde que a ingestão de água seja suficiente para compensar as perdas urinárias. Entretanto, há um risco contínuo de desidratação.

Diabetes mellitus

Diabetes mellitus é um grupo de enfermidades metabólicas caracterizadas por hiperglicemia (aumento dos níveis de glicose no sangue), resultado de defeitos na secreção de insulina, em sua ação ou ambos. Trata-se de uma complexa doença na qual coexiste um transtorno global do metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas. É multifatorial pela existência de múltiplos fatores implicado em sua patogênese. Calcula-se uma prevalência estimada na população adulta de 7,4%(1995), com um valor esperado ao redor de 9% para 2025.

Dengue - Quebra-Ossos

A Dengue ou Doença Quebra-Ossos é uma das principais doenças transmitidas por vírus no mundo e um problema gravíssimo especialmente em países tropicais como o Brasil, onde o clima e os hábitos urbanos oferecem condições óptimas para o desenvolvimento e proliferação de seu mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

Progressão e Sintomas
O período de incubação é de três a sete dias após a picada. Dissemina-se pelo sangue (viremia). Os sintomas iniciais são inespecíficos como febre alta (frequentemente ultrapassa os 40ºC) de ínicio abrupto, mal-estar, falta de apetite, dores de cabeça e musculares e por vezes sangramento fácil das gengivas e nariz. Mais tarde pode provocar hemorragias internas e coagulação intravascular disseminada, com danos e enfartes em vários orgãos, que são potencialmente mortais. Ocorre frequentemente também hepatite e por vezes choque mortal devido às hemorragias abundantes para cavidades internas do corpo. Há ainda exantemas cutâneos típicos (manchas vermelhas na pele), e dores agudas das costas (origem do nome, doença “quebra-ossos”).

A síndrome de choque hemorrágico da dengue ocorre quando pessoas imunes a um sorotipo devido a infecção passada já resolvida viajam e são infectadas por outro sorotipo. Os anticorpos produzidos não são especificos suficientemente para neutralizar o novo sorotipo, mas ligam-se aos virions formando complexos que causam danos endoteliais, produzindo hemorragias mais perigosas que as da infecção inicial.