5.9.06

Sindrome de Cushing

A Síndrome de Cushing é caracterizada por uma produção excessiva de cortisol pelas glândulas supra-renais, conhecida também como hiperadrenocorticismo.

Como sinais ou sintomas está descrito o aumento de peso, o depósito excepcional de gordura na parte superior do corpo e no pescoço,o excesso de apetite e sede, aumento da produção de urina.

Esta síndrome pode ter como causa um tumor hipofisário ou um tumor nas glândulas supra-renais, geralmente benignos ou por medicação com cortisona ou seus derivados.

Esta síndrome tanto pode aparecer no ser humano como nos cães.

Doenca de Crohn - doenca cronica inflamatoria intestinal

A Doença de Crohn é uma doença crónica inflamatória intestinal, que atinge geralmente o íleo e o cólon (mas pode afectar qualquer parte do tracto gastrointestinal). Muitos danos são causados por células imunológicas que atacam uma ou mais partes dos tecidos do tubo digestivo, mas não há certeza de etiologia autoimune. Os sintomas e tratamentos dependem do doente, mas é comum haver dor abdominal, diarreia, perda de peso e febre. Actualmente não há cura para esta doença, no entanto os tratamentos permitem alívio dos sintomas e melhoria de qualidade de vida.

A Doença de Crohn é uma das principais doenças inflamatórias intestinais. A outra é a colite ulcerosa, que difere em vários detalhes. Muitos acreditam que a doença de Crohn e a Colite ulcerosa são duas manifestações extremas de um mesma patologia intestinal subjacente.

Sintomas

A doença afecta qualquer porção do tracto gastrointestinal, mas é mais comum no íleo terminal e colon. Aí ocorre formação de granulomas e inflamação em sectores distintos, intercalados de forma bem delimitada por outros completamente saudáveis (ao contrário das lesões difusas na colite ulcerosa-CI).

A doença progride com alguns períodos sintomáticos interrompidos por outros sem sintomas. Pode progredir continuamente com deterioração das lesões, ou ser não progressiva, com regeneração das regiões atingidas entre as crises. Metade dos doentes apresenta lesões em ambos ileo e colon, enquanto 25% apresentam-nas limitadas ao colon.

Os sintomas mais comuns são diarreia e dor abdominal, geralmente à volta do umbigo na região mais baixa à direita (muitas vezes confundida com a apendicite), acompanhada de náuseas e vómitos acompanhados de febre moderada, sensação de distensão abdominal piorada com as refeições, perda de apetite e peso (podem provocar atraso de desenvolvimento e problemas de crescimento em adolescentes), mal-estar geral e cansaço. Nas fezes pode haver eliminação de sangue, muco ou pus.

Em alguns casos pode haver aftas, artralgias, eritema nodoso, inflamação nos olhos (conjuntivite secundária), problemas nos vasos sanguíneos (tromboses ou embolias) e deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico.

As complicações são possiveis com a repetição das crises: artralgias ou artrite, em alguns casos, abcessos e fístulas (comunicações anormais que facilitam infecções), obstruções intestinais (devido à inflamação ou aderências de partes inflamadas dos intestinos e à fibrosação durante as cicatrizações), cálculos vesiculares (devido a má reabsorsão intestinal dos sais biliares). São ainda comuns as fissuras e abcessos anais.

Menos frequentemente, pode ocorrer sangramento, perfuração intestinal com peritonite. O cancro do colon é raro ao contrário do que ocorre na Colite ulcerosa.
Tratamento e dieta

O tratamento depende da localização, severidade da doença, complicações e resposta aos tratamentos anteriores. Pretende-se reduzir a inflamação, corrigir deficiências nutricionais e aliviar os sintomas. O tratamento pode incluir medicação, complementos nutricionais, cirurgia ou a combinação das três. Os fármacos mais usados são imunodepressores como aminosalicilatos, corticosteróides. A cirurgia com excisão das regiões mais afectadas melhora o prognóstico dos casos mais graves.

Não é possível predizer quando ocorrem os sintomas e regressões; um doente necessita de consultas regulares e vigilância médica.

Algumas pessoas sofrem de intolerância alimentar, muitas vezes à lactose, comida picante, chocolate, álcool, café, leguminosas e especiarias; assim, o regime alimentar deve ser individualizado. Através de Dietoterapia, pretende-se manter ou aumentar o peso através dos hidratos de carbono de absorção lenta, mas também de gorduras numa quantidade bem tolerada.

Os fármacos do grupo dos aminosalicilatos são usados com algum sucesso no seu controlo, mas menos que com a colite ulcerosa.

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_de_Crohn

Criptorquidia - nao houve uma descida correcta do testiculo

Criptorquidia é a condição médica na qual não houve uma descida correcta do testículo da cavidade abdominal (onde se desenvolve na vida intrauterina) para o escroto.

Causas, incidência e factores de risco

O criptorquidismo é muito comum em bébés prematuros e afecta 3 a 4% dos bébés de termo. Aproximadamente 65% dos testículos descem por volta dos nove meses de gestação. Quando o testículo é palpável na bolsa escrotal considera-se que desceu, ainda que possa estar retráctil posteriormente. O testículo retráctil ocupa o escroto, mas ocasionalmente (e temporariamente) retorna ao canal inguinal, por acção da força do reflexo muscular (reflexo cremastérico) que retrai os testículos antes da puberdade. Esta condição não requer nenhum tratamento pois normalmente corrige, de modo espontâneo, antes de adolescência, sendo considerada uma variante normal. O testículo que não desce até ao primeiro ano de idade deve ser avaliado com cuidado, sendo nesta idade aconselhada uma cirurgia definitiva para reduzir a probabilidade de lesão testícular permanente. Os testículos que não descem de forma natural ao escroto são considerados anormais para o resto da vida do paciente e têm maior probabilidade de desenvolver cancro ainda que levados ao escroto. Esse acto permite maximizar a produção de esperma e a fertilidade bem como permite um exame preciso do testículo, permitindo detectar a formação de um cancro precocemente.

Tratamento

Geralmente o testículo desce ao escroto no primeiro ano de vida sem ser necessária intervenção. Depois do primeiro ano de vida pode tentar-se a admninistração de injecções hormonais (B-HCG ou testosterona) ou um cirurgia correctiva - orquiopexia (método definitivo e de eleição, pelas razões acima descritas)

Sinónimos: Testículo ectópico; Monorquidia

Pertussis, Coqueluche ou Tosse Convulsa

Pertussis, Coqueluche ou Tosse Convulsa é uma doença altamente contagiosa e perigosa para crianças causada pela bactéria Bordetella pertussis, prevenível por vacinação, que causa tosse violenta contínua e dolorosa.

Epidemiologia

A B. pertussis existe em todo o mundo e só infecta seres humanos. Estima-se que ocorram cerca de 30 a 50 milhões de casos por ano que terminam em 300 000 mortes. Em termos gerais, os pacientes são crianças com menos de um ano de idade, 90% dos casos ocorrendo em países em vias de desenvolvimento.

A B. pertussis é transmitida pela inalação gotas expulsas pela tosse de um doente. As bactérias aderem fortemente ao epitélio ciliado dos brônquios sem invadir as células, permanecendo sempre no lúmen.

Progressão e sintomas

Após período de incubação de 10 a 14 dias, surge a fase de expulsão de catarro, com rinorreia, espirros e tosse moderada, que dura duas semanas. A inflamação dos bronquios, com áreas de necrose, aumenta nesta fase.

Após esta fase estabelece-se um tipo de tosse diferente, convulsiva, continua e dolorosa durante em média três semanas e pode ser seguida de vómitos. A tosse segue-se a uma inspiração com som caracteristico, tipo silvo.

Se o doente sobreviver, a fase de convalescença dura também várias semanas. A pertussis mata 1-2% das crianças com menos de um ano atingidas.

Pode haver encefalopatia, presumivelmente devido à toxina, em 0,4% dos casos.

As complicações possiveis são devidas a organismos (como pneumococo ou Haemophylus influenzae) que aproveitam as lesões da mucosa para invadir o parênquima pulmonar, causando pneumonia.

Diagnóstico

É feito por cultura em meio artificial de amostras da expectoração, observação microscópica e analise bioquimica.

Tratamento

A prevenção com vacina, obrigatória segundo os esquemas de vacinação (é incluida na antiga tríplice agora, quadruple) é a única medida eficaz. A vacinação erradicou a doença dos países onde é praticada eficientemente.

O tratamento com antibióticos como macrólidos só é eficaz se administrado durante a fase de catarro. Na fase paroxistica já há pouco a fazer.

Constipacao - doenca do tracto respiratorio

A Constipação ou Resfriado é uma doença do tracto respiratório superior muito frequente e quase sempre benigna causada por um vírus, mais frequentemente um rhinovirus ou coronavirus, mas possivelmente outros tipos também. Raramente complica em pneumonia, particularmente se não tratada. Existe também o termo "constipação intestinal" o qual se relaciona com a dificuldade para eliminação das fezes no ato da evacuação, sendo estas endurecidas e ressecadas. Observa-se tambem um aumento no intervalo entre a dejeções.

O termo constipação é mais usado no Brasil como um sintoma relacionado ao aparelho digestivo.

Condiloma acuminado - doenca sexualmente transmissivel (DST)

O condiloma acuminado é uma doença sexualmente transmissível (DST) que se caracteriza pela formação de verrugas no períneo, conhecidas popularmente como crista de galo ou jacaré. A transmissão do vírus é sobretudo na relação sexual, mesmo que não haja penetração, mas pode ocorrer também por roupas íntimas contaminadas, toalhas compartilhadas e durante o parto para o recém nascido. As lesões atingem a pele do pênis, a glande, a uretra, nádegas, ânus, vagina e regiões próximas. As lesões que ocorrem no reto não são necessariamente causadas por sexo anal.

Nomes populares
  • Crista de galo
  • Jacaré
  • Verruga venérea
  • Couve-flor

HPV

Causado pelo HPV (Human Papilloma Viruses), estas verrugas podem confluir formando um largo emaranhado. Essas lesões podem ser minúsculas ou estar escondidas dentro do meato urinário, dentro da vagina, no colo do útero ou reto, dificultando seu reconhecimento e retardando a procura de ajuda médica. O HPV, na verdade, é um grupo de vírus DNA que contém mais de 100 tipos. Fazem parte deste grupo aqueles que causam as verrugas comuns das mãos e dos pés (subtipos 2, 4, 29 e 57). Já o condiloma acuminado é causado principalmente pelos subtipos 6,11 e 42. Infecção extremamente disseminada, é ao mesmo tempo assintomática em grande número de portadores.

Atualmente está sendo testada uma vacina anti-HPV desenvolvida em laboratórios de engenharia genética e produzida com partículas artificiais semelhantes ao vírus, semelhante ao desenvolvido com a vacina da Hepatite B.

HPV como causa de câncer de colo uterino

No início dos anos 80 começaram a surgir trabalhos que sugeriam uma relação entre o HPV e o aparecimento de câncer na região genital, em especial o câncer de colo uterino, com vários trabalhos mais atuais que não deixam dúvidas sobre esta relação. Isto transforma o HPV em um grave problema de saúde pública,com cerca de 50% dos homens e mulheres com vida sexual ativa apresentando algum tipo de infecção por este vírus. Recomendando-se o uso de preservativos do início ao fim da relação, embora não ofereça grande segurança, já que se transmite também pelas partes expostas. Assim, recomenda-se que qualquer verruga que apareça na região próxima ao ânus e pênis ou vagina seja imediatamente tratada por um médico. Os exames ginecológicos anuais podem encontrar a lesão, que deverá ser cauterizada. É importante fazer seguimento pois é comum a recidiva. A colpocitologia oncótica (papanicolau) poderá observar algumas alterações causadas pelo vírus.

Colera (colera asiatica) - doenca causada pelo vibriao colerico

A Cólera (ou cólera asiática) é uma doença causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria em forma de vírgula ou bastonete que se multiplica rapidamente no intestino humano produzindo potente toxina que provoca diarréia intensa. Ela afecta apenas os seres humanos e a sua transmissão é directamente dos dejectos fecais de doentes por ingestão oral, principalmente em água contaminada.

Transmissão

As abluções rituais com água do Rio Ganges são importantes na geração de epidemias da Cólera na IndiaA cólera é transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes humanas. São necessários em média 100 milhões de vibrios (e no mínimo um milhão) ingeridos para se estabelecer a infecção, uma vez que não são resistentes à acidez gástrica e morrem em grandes numeros na passagem pelo estômago.

Progressão e sintomas

A incubação é de cerca de cinco dias. Após esse período começa abruptamente a diarreia aquosa e serosa, tipo água de arroz.

As perdas de água podem atingir os 20 litros por dia, com desidratação intensa e risco de morte, particularmente em crianças. Como são perdidos na diarreia sais assim como água, beber água doce ajuda mas não é tão eficaz como beber água com um pouco de sal. Todos os sintomas resultam da perda de água e electrólitos:

  • Diarréia volumosa e aquosa, sempre sem sangue ou muco (se contiver estes elementos trata-se de disenteria).
  • Dores abdominais tipo cólica.
  • Náuseas e vómitos.
  • Hipotensão com risco de choque hipovolémico (perda de volume sanguineo) mortal, é a principal causa de morte na cólera.
  • Taquicardia: aceleração do coração para responder às necessidades dos tecidos, com menos volume sanguineo.
  • Anuria: diminuição da micção, devido à perda de liquido.
  • Hipotermia: a água é um bom isolante térmico e a sua perda leva a maiores flutuações perigosas da temperatura corporal.
O risco de morte é de 50% se não tratada, sendo muito mais alto em crianças pequenas. A morte é particularmente impressionante: o doente fica por vezes completamente mirrado pela desidratação, enquanto a pele fica cheia de coágulos verde-azulados devido à ruptura dos capilares cutâneos.

Tratamento

O tratamento imediato é o soro fisiológico ou soro caseiro para repor a água e os sais minerais: uma pitada de sal, meia xícara de açúcar e meio litro de água tratada. No hospital, é administrada de emergência por via intravenosa solução salina. A causa é adicionalmente eliminada com doses de antibióticos, dos quais o primeiro a ser usado é a tetraciclina, e depois o cotrimexazole.

A higiene e o tratamento da água e do esgoto são as principais formas de prevenção. A fervura da água de consumo é eficaz na destruição da bactéria.

A vacina existente é de baixa eficácia (50% de imunização), o seu efeito dura apenas de 3 a 6 meses após a administração.

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3lera

Colecistite - inflamacao da vesicula biliar

A Colecistite é a inflamação da vesícula biliar. A Colecistite aguda é uma emergência médica que se não tratada pode complicar levando à morte.

Os doentes em risco são mulheres em período fértil, obesos e individuos com quarenta ou cinquenta anos. A dieta rica em gorduras é um comportamento de risco, assim como as perdas ou ganhos de peso rápidas e a diabetes mellitus.

Sintomas e Diagnóstico

Nem todos os sintomas surgem em todos os casos. Em crianças pequenas e idosos pode ser quase assintomática:
  • Dor epigástrica (acima do estômago) ou no quadrante superior direito abdominal. Pode ser intensa ("excruciante") ou leve, e ocorre em ataques repetidos ou cólicas.
  • Febre baixa
  • Anorexia (falta de apetite).
  • Náuseas e vómitos
  • A icterícia se surge sugere obstrução mais baixa no canal biliar comum.
  • As análises sanguineas demostram leucocitose. Um exame clínico muito útil é o sinal de Murphy, que testa a sensibilidade à dor na área.
A confirmação é com ecografia, observando-se espessamento significativo da parede do orgão. Se possivel é também localizado o cálculo responsável

Tratamento

A colecistectomia (remoção da vesícula biliar) é o tratamento indicado. Pode ser realizada tanto pela via tradicional (cirurgia aberta) como por videolaparoscopia. São administrados antibióticos imediatamente, mesmo antes da cirurgia.

Não há grandes alterações nas funções gastrointestinais ou outras no individuo a quem foi retirada a vesicula. Poderão ser necessárias apenas restrições ao consumo alimentar de gorduras.

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Colecistite

Colelitiase - presenca de calculo no interior da vesicula biliar

Colelitíase é a presença de cálculo ou concreção pétrea no interior da vesícula biliar. A colelitíase é mais comum no sexo feminino, no obeso e nas pacientes com gestações múltiplas. Como principal sintoma pode ocorrer a dor tipo cólica em hipocôndrio direito após alimentação gordurosa ou simplesmente um desconforto abdominal após as refeições.

Os cálculos biliares quanto a sua composição podem ser:
  • de Colesterol (10 a 15%)
  • de Pigmentos (biliares) (5 a 10%)
  • de Carbonato de Cálcio (raros)
  • Mistos, os mais frequentes (aproximadamente 80%)

Colangite - inflamacao do coledoco

A colangite é a inflamação do colédoco, pequeno canal que liga o fígado ao intestino e por onde passa a bile (bílis). Colangite Aguda é uma doença grave que cursa com três sinais conhecidos como Tríade de Charcot.

Icterícia
Dor abdominal
Febre
A colangite torna-se mais grave quando aparece a pêntade de Reynolds, que é a tríade de Charcot mais:

Confusão Mental
Choque séptico com hipotensão arterial
A pêntade de Reynolds sugere grande gravidade e necessidade de descompressão do colédoco com urgência. Esta descompressão pode ser feita por cirurgia ou por endoscopia. O uso de antibióticos de largo espectro deve ser iniciado precocemente. A colangite se desenvolve por infecção ascendente, isto é, as bactérias vão do intestino para as vias biliares.

Cirrose hepatica

Cirrose é o nome atribuído à patologia que pode afectar um órgão, transformando o tecido formado pelas suas células originais em tecido fibroso, por um processo habitualmente chamado fibrose ou esclerose. Geralmente o termo cirrose é utilizado para designar a cirrose no fígado.

Sintomas

CirroseNo início não há praticamente nenhum sintoma, o que a torna de difícil o diagnóstico precoce, pois a parte ainda saudável do fígado consegue compensar as funções da parte lesada durante muito tempo. Numa fase mais avançada da doença, podem surgir desnutrição, hematomas, aranhas vasculares, sangramentos de mucosas (especialmente gengivas), icterícia ("amarelão"), ascite ("barriga-d'água"), hemorragias digestivas (por diversas causas, entre elas devido a rompimento de varizes no esófago,levando o doente a expelir sangue pela boca e nas fezes) e encefalopatia hepática (processo causado pelo acúmulo de subtâncias tóxicas que leva a um quadro neurológico que pode variar entre dificuldade de atenção e coma).

Tratamento

O único tratamento totalmente eficaz para padecentes de cirrose é o transplante de fígado, mas também podem haver melhoras se for suspendido o agente agressor que originou a cirrose, como o álcool ou o vírus da hepatite. Como o transplante está indicado apenas em situações aonde o risco do procedimento é inferior ao risco esperado sem o procedimento, se não houver indicação de transplante deve-se manter acompanhamento médico periódico para a detecção precoce de complicações (desnutrição, ascite, varizes esôfago-gastricas, hepatocarcinoma) e intervenção se necessária.

Choque electrico

O choque elétrico é a passagem de uma corrente elétrica através do corpo, utilizando-o como um condutor. Choques de baixa voltagem causam leves desconfortos, mas em alta voltagem resulta em morte instantânea por fibrilação cardíaca ou, nos casos em que sobrevive, resulta em uma queimadura elétrica.

Primeiros socorros

Ao atender uma vítima de choque elétrico é necessário cuidar para não ficar na mesma situação: deve-se desligar a energia elétrica antes, ou usar alguma forma de isolamento elétrico, como algo feito de borracha, por exemplo.

Estando a vítima fora de uma área eletrificada, observa-se se existe algum objeto obstruíndo a passagem do ar pela boca ou nariz (próteses dentárias, alimentos, etc) que devem imediatamente ser retirados.

Verifique se a vítima está respirando e procure ajuda médica o mais rápido possível.

As queimaduras elétricas geralmente são mais graves do que aparentam, mesmo aquelas em que o paciente procura ajuda especializada pessoalmente.

O corpo, no choque elétrico, serve como condutor da energia e ao mesmo tempo de resistência elétrica, causando os danos ao organismo.

Diferentes graus de lesões externas visíveis podem cursar com rabdomiólise, uma necrose muscular profunda causada pela passagem da corrente elétrica.

A rabdomiólise libera das células musculares uma proteína chamada mioglobina, que entra na circulação sanguínea.

A mioglobina deposita-se nos glomérulos renais (porção do rim responsável pela filtração do sangue e produção da urina), obstruindo a passagem do sangue e causando insuficiência renal aguda.

Se a urina for de cor escura deve-se pensar em mioglobinúria (saída da proteína mioglobina pela urina), que denota a gravidade da lesão interna.

O médico deverá instalar uma linha venosa para hidratação em um membro (perna, braço) não atingido (não é recomendável utilizar o membro atingido até que se tenha uma avaliação completa da lesão).

É recomendável a passagem de uma sonda vesical para monitorar a urina, ao mesmo tempo que ela é estimulada pela hidratação venosa agressiva com soro fisiológico visando proteger o rim, mantendo uma diurese de pelo menos 100 ml por hora.

Laboratório

Não se aguarda confirmação laboratorial de mioglobinúria para iniciar o tratamento: caso a urina não clareie com as medidas acima instala-se um diurético osmótico chamado manitol, numa dose inicial de 25 g n adulto, seguido de mais 12,5 g conforme vai sendo infundido líquido. É necessário manter uma diurese abundante.

A acidose metabólica, vista através de uma gasometria arterial, pode ser adequadamente corrigida com bicarbonato de sódio em solução endovenosa, com a vantagem de alcalinizar a urina e promover uma melhor solubilidade da mioglobina na urina.

Um eletrocardiogramas deve ser realizado para verificar a função elétrica cardíaca e sinais de hiperpotassemia

A queimadura da musculatura interna pode resultar em sindrome compartimental e necessitar que o médico abra a pele e a aponeuróse do local para restabelecer a circulação

Choque circulatorio - crise aguda de insuficiencia cardiovascular

O Choque é uma crise aguda de insuficiência cardiovascular, ou seja, o coração e vasos não são capazes de irrigar todos os tecidos do corpo com oxigénio suficiente. A capacidade das trocas entre o sangue e os líquidos dos tecidos se darem é dependente da pressão do sangue dentro dos vasos: a pressão arterial.

O choque pode ter várias causas. Contudo as mais frequentes são o choque hipovolémico por hemorragias graves ou desidratação, em que a perda de sangue leva à descida perigosa da pressão arterial; o choque séptico, em que bactérias produzem endotoxinas que causam vasodilatação em todos os vasos de forma inapropriada; e o choque cardiogénico, de causa cardíaca por falência desse orgão em manter a pressão sanguínea.


Progressão e Sintomas gerais A fase inicial do choque pode ser bastante pobre em sinais e sintomas, podendo apresentar tão somente uma taquicardia leve e ansiedade, que pode acontecer em várias outras situações. A ausência de sintomas ou danos nesta fase é devida aos mecanismos compensadores da pressão sanguínea, como a vasoconstrição pela acção de variadas hormonas (como a adrenalina e a ADH), reflexo neuronal ou pela activação do sistema nervoso simpático.

Em seguida, o paciente pode apresentar palidez cutâneo-mucosa (pele pálida, embranquecida, lábios e olhos sem sinais de sangue). O médico não precisa esperar que a pressão arterial caia para diagnosticar e começar o tratamento do choque.

Um choque circulatório profundo é evidenciado por um colapso hemodinâmico, isto é, a pressão arterial cai a zero, a freqüência cardíaca sobe a 180 batimentos cardíacos por minuto (o normal é de 60 a 85), a pele fica fria e pegajosa, os rins não funcionam, o pulso não é palpável, o indivíduo fica inconsciente e não responde aos chamados. Este é um choque profundo e facilmente reconhecível pois contém sinais óbvios de que o indivíduo está na iminência da morte. O perigo de morte é devido aos danos nos tecidos devido à isquémia. Mesmo em casos de choque profundo em que o indivíduo recupera, por vezes permanecem disfunções ou danos irreversíveis em alguns orgãos. Os mais afectados são o cérebro, os rins, o próprio coração e o sistema gastrointestinal incluindo o fígado.

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Choque_circulat%C3%B3rio

Cefaleia em salvas

A Cefaléia em Salvas é conhecida como a uma das dores mais fortes que o homem pode experienciar.

É certamente a tipo de dor de cabeça mais forte que se conhece. Mais comum nos homens que nas mulheres, a cefaléia em salvas é caracterizada por uma dor unilateral (em um lado da cabeça), envolvendo a região frontal, ocular. Sua duração é de 15 minutos a 3 horas, podendo apresentar de uma até oito crises por dia, com um predomínio noturno, geralmente pacientes acordam no meio da madrugada com dor de cabeça. Fenômenos autonômicos como lacrimejamento, olho vermelho, queda palpebral, sudorese facial, inchaço ocular, congestão nasal e coriza, todos do mesmo lado da dor são acompanhantes da dor.

As cefaléias em salvas só respondem a analgésicos muito específicos. Na realidade, só responde ao sumatriptano que não é propriamente um analgésico, mas uma substância que atua diretamente sobre os receptores da serotonina e, se injetada por via subcutânea no início da crise, em 5 minutos corta os sintomas. Para esse tipo de cefaléia, não adianta prescrever comprimidos por via oral, porque esses demoram perto de 20 minutos para fazer efeito, tempo em que a dor já atingiu um nível insuportável.

Nos Estados Unidos, questionário aplicado em pacientes que tinham tido cefaléia em salvas, cólica de rins e cólica de vesícula, revelou que a cefaléia em salvas era considerada, por unanimidade, a pior das três dores o que justifica ser também chamada de cefaléia suicida.

Para saber mais acesse http://www.cefaleiaemsalvas.com.br

Caxumba, Papeira - Parotidite infecciosa

A Parotidite infecciosa, popularmente conhecida como Caxumba (br) ou Papeira (pt), é uma doença de transmissão respiratória, causada pelo vírus da parotidite infecciosa. É uma doença geralmente inócua da infância que pode causar alguns problemas no adulto.

Progressão e sintomas

A parotidite infecciosa é uma enfermidade contagiosa aguda caracterizada por um aumento não supurativo de uma ou ambas glândulas salivares parótidas, a também as outras glândulas salivares, sendo outros órgãos também acometidos. O período de incubação é de 12 a 24 dias.

O vírus penetra pela boca e vai até à glândula parótida (canal de Stenon) onde se dá a multiplicação primária, viremia e localização nos testículos, ovários, pâncreas, tireóide, cérebro, próstata, fígado, baço e timo. A multiplicação também se pode dar no epitélio superficial respiratório, viremia e localização nas glândulas salivares e outros órgãos.

Os sintomas são inchaço das parótidas (dos lados da face junto às orelhas) com dor, febre, dores de cabeça, garganta inflamada e dores de testículo em 20% dos casos. Um terço das infecções pelos vírus da caxumba são assintomáticos.

Ocasionalmente em adultos ou adolescentes, mas raramente em crianças, quando tratada de forma equivocada ou displicente, pode comprometer o sistema nervoso central (meningoencefalite) e testículos (orqui-epididimite), raramente resultando em surdez e esterilidade. A esterilidade só ocorre em individuos do sexo masculino durante ou após a puberdade e nunca em crianças.

A imunidade após resolução é para toda a vida. A mortalidade é baixa e principalmente em adultos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é pela detecção de anticorpos específicos contra a virus, ou por imunofluorescência.

É usada uma vacina viva atenuada que previne eficazmente a parotidite.

Carbunculo, antraz ou ainda antrax é uma doença infecciosa aguda

O Carbúnculo, antraz ou ainda antrax é uma doença infecciosa aguda provocada pela bactéria Bacillus anthracis e a sua forma mais virulenta é altamente letal. O Carbúnculo é uma doença comum dos animais herbívoros, quer dos selvagens quer dos domésticos, mas também pode afe(c)tar os seres humanos que sejam expostos a animais infectados, tecidos de animais infectados ou elevadas concentrações de esporos de carbúnculo.

Tratamento

O tratamento para as infecções de carbúnculo cutâneo inclui doses elevadas de antibióticos como penicilina, tetraciclinas, eritromicina ou cloranfenicol. Nos casos de infecção pulmonar, o tratamento recomendado é com ciprofloxacina ou doxiciclina, sendo mais eficaz logo após a exposição. Além disso, a profilaxia com antibióticos é crucial nos casos de antrax pulmonar, para salvar vidas.

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carb%C3%BAnculo

Cancer ou Cancro - neoplasia maligna

Câncer, cancro é o nome popular do conceito médico de uma neoplasia maligna, que se refere genericamente às doenças em que determinado grupo de células do corpo se divide de forma descontrolada, invadindo os tecidos adjacentes e/ou distantes.

É causada por mutações no DNA, que podem ser hereditárias mas mais frequentemente são adquiridas ao longo da vida.

Factores desencadeantes

Factores que aumentam o risco de cancro são vários e incluem a exposição excessiva à radiação solar (cancros da pele), alguns vírus (cancro do pénis, colo do útero, alguns linfomas). No entanto as causas preveniveis mais importantes do cancro são o tabaco (cancros do pulmão e bexiga) e o álcool (cancro do estômago e do pâncreas). A alimentação com excesso de gordura também parece ser um factor de risco importante para muitos cancros.

Sintomas

O cancro pode ter diversos sintomas e por vezes é assimptomático até fase avançada. A perda de peso rápida com falta de apetite está muitas vezes associada à neoplasia maligna. O diagnóstico só pode ser comprovado pela análise de tecido recolhido em biópsia pela anatomia patológica. Qualquer massa anormal, sangramento urinário, intestinal, ou na tosse é sugestiva e deverá ser examinada por um médico. Pessoas de idade avançada estão em maior risco e deverão ser examinadas regularmente.

Hoje em dia, 40% dos casos de cancro resultam em cura ou sobrevivência prolongada, contudo quase todos os casos de bom prognóstico continuam a ser os de detecção precoce. O cancro diagnosticado em fase avançada ainda resulta quase sempre na morte do paciente, com poucas excepções.

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cancro_%28tumor%29

Bulimia nervosa - transtorno alimentar associado com a anorexia nervosa

A bulimia nervosa é um transtorno alimentar associado com a anorexia nervosa, com o porém em que a pessoa bulímica tende a ter períodos onde alimenta-se em excesso, seguido pelo sentimento de culpa, por causa do ganho de peso. Para eliminar esse excesso, a pessoa bulímica exercita-se demais, vomita o que come, e/ou faz uso excessivo de laxantes e diuréticos.

Além dos mesmos danos à saúde causado pela anorexia, a bulimia nervosa tem outras complicações como danos severos ao esôfago, às glândulas salivares e aos dentes, por causa do ácido estomacal, presente no vômito, que corrói tais órgãos.

Beriberi - doença por carência de vitamina B1

O beribéri é uma doença provocada por carência de vitamina B1 (tecnicamente chamada avitaminose B1) que provoca fraqueza muscular e dificuldades respiratórias. Pode afetar o coração, dando origem a uma cardiomiopatia por deficiência nutricional chamada de Beribéri cardíaco. Comum no etilista crônico, pode manifestar-se também em pacientes com deficiências nutricionais devido a cirurgias gástricas ou intestinais.

A cura da doença se dá pela admistração da vitamina B1, corrigindo assim a sua carência. São alimentos ricos em tiamina: cereais em grão, leite, legumes, ovos e plantas. A Beribéri é um tipo específico de Polineurite. No tratamento desta doença, vemos a importância de uma intervenção fisioterapêutica cardiorrespiratória, já que o mesmo apresenta dificuldades respiratórias devido a alterações musculares, levando ao indíviduo a um grande encurtamento muscular que ainda acarreta grandes dificuldades de deambulação e realização das atividades da vida diária.